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Repórter Investshop - Victor Zaremba


Por InvestShop.com

O economista Victor Zaremba, autor do livro "O Milionário que Existe em Você", tira as principais dúvidas sobre planejamento financeiro dos clientes do InvestShop.com.

Com uma renda em torno de R$ 1.500,00, qual seria o melhor planejamento?

Apliquei o FGTS na Petrobras. Qual a previsão de rendimento em um ano?

Para quem está iniciando um programa de poupança aos 29 anos, o que fazer para ficar milionário?

Tenho um capital que daria para comprar um bom imóvel. Sou arrojado e estou investindo cerca de 75% deste capital em ações no Investshop.com. Atualmente moro em um apartamento de minha família (não pago aluguel), mas também penso em alugar um imóvel maior em um curto prazo e continuar investindo. Mesmo neste último caso, acredito que é um bom projeto financeiro (os rendimentos e lucros serão maiores que o valor gasto com o aluguel). O que você acha?

Como decidir entre estudar para um concurso público, com salário inicial razoável e estabilidade, e investir tempo e dinheiro em um MBA ou mestrado para tentar melhorar meu "cacife" na empresa aonde já trabalho?

Para uma pessoa que dispõe de R$ 200 por mês, qual seria a melhor opção de investimento?

Qual é a composição ideal de investimentos para uma aposentadoria tranqüila? Imóveis? Aplicações financeiras? Ou um bom plano de aposentadoria supriria os demais investimentos?

Estava lendo sobre os conselhos do Sr. Victor de como aplicar o dinheiro e ela fala numa proporção de 30% para o mercado acionário. Minha pergunta é: nesse momento, em que setores da economia ele aconselharia a compra de ações, visando obviamente o longo prazo.

Na sua opinião quais seriam as melhores opções de aplicação para um valor de até R$ 70.000 para 30 ou 60 dias com as seguintes opções:1) totalmente sem risco; 2) diversificando para sem risco e com risco moderado. E quais seriam as rentabilidades e as taxas e impostos destas aplicações?

Vendi uma casa no interior por R$ 90.000. Com a ajuda de custo que a empresa disponibilizou para mim, tenho um total de R$ 107.000. Mudei para Campinas há dois meses. Atualmente pago R$ 700 de aluguel. Compro um apto. de R$ 130.000 e tenho gasto com imobiliária, ITBI, registro de imóveis e outros, ou mantenho o dinheiro aplicado? Deixar dinheiro em banco é confiável? Qual a aplicação de renda fixa mais apreciável? Atualmente tal valor está aplicado em um Fundo DI de um grande banco.

 

 

Com uma renda em torno de R$ 1.500,00, qual seria o melhor planejamento?

Victor Zaremba: Quando abordo em meu livro as diferentes categorias de ataques (nossa capacidade de ganhar dinheiro) desenvolvi uma classificação considerando uma família padrão; um casal e dois filhos. Ela foi elaborada com base na capacidade do ataque em contribuir para a independência financeira das famílias e é a seguinte:

Categoria do ataque

Renda Familiar Anual (R$)

 

 

Insuficiente

Até 12.000

Sofrível

De 12.000 até 20.000

Média

De 20.000 até 40.000

Boa

De 40.000 até 80.000

Muito boa

De 80.000 até 150.000

Excelente

De 150.000 até 250.000

Excepcional

Acima de 250.000

Não sei qual a sua situação pessoal em termos de idade, estado civil, ter filhos ou não.

Considerando R$ 1.500 mensais, sua renda anual seria de R$ 18.000. Se você for solteiro e morar com seus pais esta renda é mais do que suficiente para desenvolver um plano de investimento agressivo. Sendo uma pessoa que controle seus gastos você poderá investir cerca de R$ 1.000 mensais. Se você for casado e tiver dois filhos seu ataque cairá na classificação de sofrível. Solteiro(a) residindo sozinho ou casado(a) sem filhos estariam em uma situação intermediária entre os dois casos.

Se você é solteiro(a) e mora com seus pais, você tem capacidade de realizar poupança em níveis elevados. Escolha bons fundos de investimento e diversifique suas aplicações em renda fixa, derivativos e ações. Sugiro, em princípio alocar 40% em fundos de renda fixa, 30% em fundos de derivativos com perfil de risco mais baixo e 30% em fundos de ações, para pessoas com perfil de risco moderado.

Se você se considera conservador reduza um pouco a alocação em fundos de derivativos e de ações e aumente o peso nos fundos de renda fixa. Ao contrário, se você considera seu perfil agressivo, reduza a renda fixa para uns 25% (mas sempre mantendo alguma coisa em renda fixa) e aumente a alocação em ativos de maior risco.

Se você é solteiro(a) mas mora sozinho(a), poderá poupar valores menores mas poderá seguir as mesmas regras dos solteiros que ainda moram com os pais.

Se você é casado(a) as coisas já começam a complicar um pouco, se tem filhos complicam mais. Por quê? Porque sua capacidade de poupança não é muito grande, com a renda que você dispõe terá que aplicar quase tudo que ganha para levar a vida, pagar aluguel ou a prestação do imóvel, contas de luz, gás e telefone, transporte, comida, etc... Recomendo a leitura cuidadosa do capítulo do meu livro em que falo sobre maneiras de aumentar o poder de fogo do ataque: cursos de complementação, busca de oportunidades em outras empresas, desenvolver suas ferramentas de relacionamento interpessoal, estar pronto a assumir riscos calculados, entre outras medidas. Paralelamente ao esforço para melhorar a qualidade de seu ataque a médio prazo você teria que procurar desenvolver um orçamento familiar de modo a conseguir poupar e, conseqüentemente, investir pelo menos 5% de sua renda mensal. Isto pode implicar em sacrifícios no curto-prazo visando mais conforto a médio-prazo. Caso consiga poupar, recomendo seguir a mesma diretriz que indiquei nos parágrafos anteriores quando falo dos solteiros(as).

Não se sinta desmotivado se eventualmente seu nível de rendimento hoje estiver na categoria de sofrível. Lembre-se de que ataque sozinho não ganha jogo e você sempre pode investir na melhoria da qualidade dele para poder ser capaz de ganhar mais dinheiro no futuro.

 

Apliquei o FGTS na Petrobras. Qual a previsão de rendimento em um ano?

Victor Zaremba: Em minha opinião você fez uma boa opção ao aplicar seus recursos do FGTS em ações da Petrobrás. Dei uma entrevista para a rádio CBN na qual me perguntaram se eu recomendaria aos ouvintes aplicar o FGTS na subscrição das ações da Petrobras. Minha resposta foi a de que recomendaria sim.

Por quê? Porque os fundos geridos pelo FGTS representam a pior aplicação que se pode fazer em nosso mercado, os recursos rendem ainda menos do que a tradicional caderneta de poupança. Ora, ter seus recursos aplicados a 3% ao ano ou correr o risco de ganhar bem mais investindo em ações da Petrobras me parece uma decisão relativamente fácil de ser tomada.

Outro aspecto é o de que os fundos alocados ao FGTS normalmente são recursos a serem investidos com uma filosofia de longo prazo. Existem regras claras para os recursos serem utilizados e essas possibilidades de utilização normalmente estão separadas por longos intervalos. Portanto, investir em ações com uma expectativa de retorno a prazos mais elásticos me parece muito consistente com objetivos de longo prazo.

Com relação à previsão de rendimento no prazo de um ano sinto decepcioná-lo ao responder que não posso lhe dar o número que você deseja saber. Simplesmente porque não sei qual ele será. Investimentos em ações é um investimento de renda variável. Como o próprio nome indica o rendimento a ser obtido varia de acordo com uma série de fatores: performance da empresa da qual somos sócios, juros reais praticados no mercado de renda fixa, crises nos mercados financeiros internacionais, aspectos políticos, etc... Até a presente data os fundos de FGTS/Petrobras estão com rendimento acumulado da ordem de 50% a 60% desde a subscrição. Não tenho como garantir que o resultado será ainda melhor ou não até que se complete o prazo de um ano. De qualquer modo tudo indica que as pessoas, que como você, fizeram a opção não terão motivos para arrependimento. Além disto você não é obrigado a resgatar a operação ao final de um ano; você pode optar por continuar sócio da Petrobras por mais tempo se não tiver um uso alternativo imediato para seus recursos do FGTS e se isso lhe for conveniente.

 

Para quem está iniciando um programa de poupança aos 29 anos, o que fazer para ficar milionário?

Victor Zaremba: Esta é uma boa idade para começar. Você não imagina a quantidade de pessoas de 50 anos ou mais que nunca se preocuparam com este assunto ou não o levaram a sério.

Não existe uma "receita milagrosa" para o sucesso financeiro. O caminho normalmente é longo e envolve muita disciplina e trabalho. O básico é se ter o hábito da poupança contínua, de se procurar sempre melhorar nosso ataque (nossa capacidade de ganhar dinheiro) sem descuidar da defesa (como gastamos o que ganhamos) e se aplicar bem os recursos poupados. Sugeriria 25% em fundos de renda fixa, 25% em fundos de derivativos com perfil moderado de risco e 50% em fundos de ações se seu interesse é poupar para o longo prazo e seu perfil de risco é agressivo.

Apenas alguns números para sua reflexão:

R$ 100 aplicados mensalmente durante 30 anos viram: cerca de R$ 100 mil se aplicados a 6% reais ao ano; ou cerca de R$ 210 mil se aplicados a 10% reais ao ano; ou ainda cerca de R$ 570 mil se aplicados a 15% reais ao ano.

R$ 500 aplicados mensalmente durante 30 anos a uma taxa real de 13% ao ano viram cerca de US$ 1 milhão.

 

 

Tenho um capital que daria para comprar uma bela casa ou apartamento. Sou arrojado e estou investindo cerca de 75% deste capital em ações no Investshop.com. Atualmente moro em um apartamento de minha família (não pago aluguel), mas também penso em alugar um imóvel maior em um curto prazo e continuar investindo. Mesmo neste último caso, acredito que é um bom projeto financeiro (os rendimentos e lucros serão maiores que o valor gasto com o aluguel). O que você acha?

Victor Zaremba: Pelo que pude depreender da leitura de sua pergunta você é um investidor com perfil de risco agressivo. Acredito que no seu caso a postura que você está adotando e pretende continuar adotando seja a mais correta e a única capaz de lhe permitir atingir os objetivos a que se propõe.

Eu mesmo, quando era mais jovem adotei uma postura semelhante e procurei maximizar resultados com o objetivo de gerar um bolo maior a médio-prazo.

Gostaria, entretanto, de lembrar que o investimento em ações embute riscos e, em princípio, é um investimento de longo prazo. Sua postura de alocar 75% de seus recursos a este mercado é bastante agressiva. Os consultores normalmente indicam para investidores com seu perfil alguma coisa como 25% em renda fixa, 25% em derivativos de risco moderado e 50% em ações. Outro ponto que não custa lembrar é que a ganância pode causar sérios prejuízos e fazer o investidor perder o foco ou buscar mercados cada vez mais arriscados como o mercado de opções, por exemplo. Quanto mais alta a chance de ganhar maior o risco de perder... .Portanto, esteja sempre alerta para não cair em armadilhas sendo levado a cometer grandes erros e procure ser sempre racional em suas decisões.

 

Como decidir entre estudar para um concurso público, com salário inicial razoável e estabilidade, e investir tempo e dinheiro em um MBA ou mestrado para tentar melhorar seu "cacife" na empresa aonde já trabalha?

Victor Zaremba: Esta é uma pergunta bem interessante. Diria que a pessoa mais voltada para o curto prazo e com menos propensão ao risco escolheria o concurso público e a mais preocupada com sucesso a longo prazo e disposta a assumir riscos maiores escolheria o caminho do MBA. Qual o seu perfil? Antes de seres financeiros somos pessoas comuns de carne e osso com nossos medos e ansiedades. Obviamente estes fatos pesam em decisões pessoais.

Vamos explorar mais o assunto. Qual a melhor forma de alcançarmos estabilidade? Qual a melhor maneira de nos tornarmos extremamente valiosos para as organizações onde trabalhamos? Qual o melhor seguro contra tempos de vacas magras no mercado? A resposta é uma só: eficácia. Temos que ser muito bons no que fazemos. Normalmente ser muito bom em alguma coisa significa a soma de vários itens: conhecimento, experiência, determinação, persistência, entre outros. O conhecimento é um dos itens mais importantes da "receita do bolo". Portanto, em princípio, quem tem um MBA leva vantagem sobre quem não tem, mas atenção: falei em princípio. Canudo não é sinônimo de boa formação acadêmica. Não adianta fazer um mestrado em uma universidade que não vai fazer diferença na prática. Outro ponto importante: o MBA ou mestrado não aumenta nosso "cacife" apenas na empresa onde trabalhamos. Ele vai bem mais longe do que isto. Um MBA bem feito em uma universidade que faça diferença pode ser um excelente passaporte para novas propostas profissionais e perspectivas futuras bem mais promissoras.

Não tenho nada contra cargos públicos. Existem vários excelentes e bem remunerados. Mas, normalmente, as grandes oportunidades estão disponíveis para os que investem alto em si próprios e se arriscam na iniciativa privada, quer como executivos, quer como empresários.

Milhares de jovens do mundo inteiro, a maioria na faixa de 24 a 28 anos, disputam todos os anos as vagas disponíveis para cursos de MBA nas universidades de ponta dos Estados Unidos (Harvard, MIT, Duke, Princeton, Stanford, Wharton, etc...). Por quê será? Acho que a resposta é óbvia.

Lembre-se ainda que os bons cursos de mestrado são caros, um MBA no exterior em uma universidade de primeira linha pode custar algo como US$ 50.000 por ano. Portanto, se você planeja um mestrado sugiro que se antecipe, verifique as bolsas disponíveis e o que é necessário para obtê-las e procure tomar as medidas necessárias para se qualificar para uma delas.

 

Para uma pessoa que dispõe de R$ 200 por mês, qual seria a melhor opção de investimento?

Victor Zaremba: Antes de responder a sua pergunta gostaria de colocar alguns números para sua reflexão:

R$ 200 aplicados mensalmente durante 30 anos viram: cerca de R$ 200.000 se aplicados a 6% reais ao ano; ou cerca de R$ 420.000 se aplicados a 10% reais ao ano; ou ainda cerca de R$ 1.140.000 se aplicados a 15% reais ao ano.

Você deve ter percebido claramente o impacto dos juros compostos ao longo do tempo e a diferença que faz aplicarmos melhor ou pior nosso dinheiro no dia a dia.

Se você está começando seu programa de investimento agora e não dispõe de nenhuma reserva já acumulada terá que ter muita disciplina e paciência para ver o bolo crescer. No início será um pouco frustante ver o dinheiro crescer devagar.

Minha recomendação seria a seguinte:

Aproveite que já se utiliza do Investshop.com e verifique quais são os fundos de renda fixa, derivativos e de ações que receberam nota máxima do Invest Tracker e que aceitem aplicações a partir de R$ 200. Se você tiver um perfil conservador quanto a risco aplique 60% em fundos de renda fixa, 25% em fundos de derivativos moderados e 15% em fundos de ações. Mesmo uma pessoa conservadora em seus investimentos deve alocar parte de seus recursos aos chamados ativos de risco, por isso a recomendação de 15% serem aplicados em fundos de ações. Caso seu apetite quanto à disposição de assumir riscos for maior poderá reduzir o peso dos fundos de renda fixa e aumentar os de derivativos e de ações. Mesmo para os mais agressivos sugiro manter pelo menos 25% dos recursos em fundos de renda fixa.

Tudo indica que caminhamos para juros reais mais baixos nas aplicações de renda fixa, portanto a única maneira de atingir 10% ou 15% ao ano reais de valorização de seu patrimônio será estar disposto a assumir um pouco mais de risco. Creio que uma proporção como 30% em fundos de renda fixa, 30% em fundos de derivativos de risco moderado e 40% em fundos de ações seja uma proporção adequada para quem pretende investir a longo prazo para atingir a independência financeira. Esta alocação se aplica a investidores dispostos a assumir riscos, este pode não ser o seu caso. Não custa lembrar que antes de sermos seres financeiros, somos pessoas comuns com nossos medos e ansiedades, se assumir risco demais lhe causa desconforto é melhor ganhar menos e dormir mais tranqüilo, independentemente dos resultados a serem eventualmente obtidos.

Você poderá aplicar R$ 200 em um fundo de renda fixa no primeiro mês, no segundo mês seria a vez do fundo de derivativos moderado e no terceiro o de ações. Vá fazendo suas aplicações e quando o bolo já tiver um tamanho razoável estude fundos que lhe possam, eventualmente, proporcionar melhores resultados. Como você vai verificar ao sondar as diversas alternativas de fundos disponíveis existem alguns que só aceitam aplicações a partir de determinados valores.

 

Qual é a composição ideal de investimentos para uma aposentadoria tranqüila? Imóveis? Aplicações financeiras? Ou um bom plano de aposentadoria supriria os demais investimentos?

Victor Zaremba: Em primeiro lugar gostaria de cumprimentá-lo por sua postura. Quando lancei meu primeiro livro, o "Você: prioridade no. 1" fiz uma pesquisa no eixo Rio - São Paulo que indicou que menos de 20% das pessoas se preocupavam com seu futuro financeiro em termos de plano para aposentadoria. A conscientização da importância de se ter uma situação financeira melhor amanhã é o primeiro passo para que possamos construir um futuro de sucesso nesta área.

Considerando que você possui a disciplina requerida aos bem sucedidos financeiramente minha opinião é a de que você mesmo deve cuidar do seu dinheiro. Como seu objetivo é de longo prazo considero que o melhor veículo seja o mercado de ações. Entretanto como manda a boa prática nunca devemos colocar todos os ovos na mesma cesta. Sugeriria 25% em fundos de renda fixa, 25% em fundos de derivativos com perfil moderado de risco e 50% em fundos de ações.

Com relação a investimentos em ações gostaria de lembrar alguns pontos:

investir em ações significa, em princípio, investir a longo-prazo;

o investidor que não domina o mercado e/ou as ferramentas de análise de empresas individuais deve canalizar seus investimentos via fundos de ações;

a escolha desses fundos deve ser feita com muito cuidado, ao comprar cotas de um fundo de ações você está escolhendo o gestor de seus recursos - trate do assunto com o mesmo cuidado que tomaria para escolher um cirurgião para operá-lo; e

não se deve colocar todos os recursos disponíveis no mercado de ações, mesmo os investidores agressivos devem preservar parte de seus recursos em renda fixa ou outros ativos de menor risco.

Não tenho nada contra os fundos de aposentadoria e previdência, julgo inclusive que os mesmos podem ser um bom veículo de poupança para aqueles que não possuem a disciplina necessária para conduzir suas vidas financeiras. Mas lembro que alguns deles cobram elevadas taxas de administração e ainda retêm uma parcela do rendimento que excede o alvo estabelecido como parâmetro de rendimento.

Com relação a imóveis gostaria de lembrar alguns pontos:

normalmente o investimento em imóvel representa um valor significativo;

é preciso que se compre muito bem a sala ou o apartamento - não hesite em "pechinchar";

dê preferência a bairros com potencial de expansão e de valorização se seu objetivo é de longo prazo;

se seu objetivo é apenas um fluxo de aluguel determine o valor máximo que pode pagar no imóvel considerando o aluguel de mercado para o imóvel que pretende comprar;

lembre-se sempre de preservar sua liquidez - nas horas de aperto acabamos "queimando" um imóvel por valor abaixo do mercado;

imóvel vazio significa despesa: IPTU, condomínio, etc; e, infelizmente, existe sempre o risco de inadimplência por parte do inquilino. Imóvel pode ser um bom investimento como outro qualquer desde que seguidas as mesmas regras de bom senso e racionalidade.

Vale também o velho ditado de não se colocar todos os ovos em uma mesma cesta. Se você se sente bem investindo em imóveis limite o peso deles em sua carteira de investimentos a algo como, no máximo, 50% de seus ativos geradores de renda.

 

Estava lendo sobre os conselhos do Sr. Victor de como aplicar o dinheiro e ela fala numa proporção de 30% para o mercado acionário. Minha pergunta é: nesse momento, em que setores da economia ele aconselharia a compra de ações, visando obviamente o longo prazo.

Victor Zaremba: Com relação a investimentos em ações gostaria de lembrar alguns pontos

investir em ações significa, em princípio, investir a longo-prazo;

o investidor que não domina o mercado e/ou as ferramentas de análise de empresas individuais deve canalizar seus investimentos via fundos de ações;

a escolha desses fundos deve ser feita com muito cuidado, ao comprar cotas de um fundo de ações você está escolhendo o gestor de seus recursos - trate do assunto com o mesmo cuidado que tomaria para escolher um cirurgião para operá-lo,

não se deve colocar todos os recursos disponíveis no mercado de ações, mesmo os investidores agressivos devem preservar parte de seus recursos em renda fixa ou outros ativos de menor risco.

Portanto, em princípio, a não ser que você seja um investidor mais sofisticado indico o caminho dos bons fundos como a primeira alternativa a ser considerada. Obviamente a escolha do(s) fundo(s), como afirmo acima, é importantíssima. Um fundo bem gerido pode triplicar, em termos reais, seu capital em cinco anos (25% reais ao ano) enquanto um fundo mal gerido pode fazer você perder dinheiro no mesmo prazo.

Com relação a opinião sobre setores econômicos a serem indicados, gostaria de dizer que indicar setores não me parece a melhor resposta. Em um cenário de recuperação econômica todos os setores acabam se beneficiando do progresso, é claro que uns mais rapidamente que outros. Mas a indicação de setores é perigosa.

Na realidade o que valem são as empresas. Nos diversos setores da economia existem empresas muito bem geridas e existem outras que são mal administradas. As boas empresas são preocupadas com o relacionamento com o acionista minoritário, aproveitam as crises para absorver concorrentes menos competentes a preços vantajosos, possuem visão de longo prazo, implantam planos de expansão bem estruturados, possuem boa saúde financeira, produzem bons resultados.

Mas como escolher as empresas certas? Como fugir das Mesblas e Mappins da vida? Como escolher as empresas vencedoras e errar o passo o menos possível?

Esta é a pergunta do milhão de dólares. Os gestores sérios de fundos de ações possuem os chamados Departamentos de Pesquisa ("Research") onde trabalham vários analistas cuja responsabilidade é a de analisar as empresas com ações negociadas no mercado em busca da resposta para sua pergunta. Um "Analista Junior" de um bom banco de investimento ganha algo como R$ 60.000 a R$ 80.000 por ano entre salários e bônus, os mais experientes ganham várias vezes isso. Pelo esforço desenvolvido por esses gestores e pelo custo de seus departamentos de pesquisa você já pode visualizar a importância do tema.

O investidor comum normalmente não domina as técnicas ou não possui o tempo disponível para realizar as análises necessárias para se procurar estabelecer o chamado "preço justo da ação". Estas análises envolvem o estudo do mercado onde a empresa atua, contatos com seus executivos das empresas estudadas, projeção de resultados para os próximos anos e desconto de fluxo de caixa previsto, entre outros aspectos que são cobertos pelos analistas.

A partir dessas análises surgem as famosas recomendações de compra emitidas pelos analistas. A terminologia das recomendações variam. Algumas instituições usam, por exemplo: Comprar, manter (+), manter (-), e vender; outras usam "top pick" (seleção preferencial), "buy" (comprar), "hold" (manter), e "sell" (vender). Normalmente a recomendação mais forte de compra de cada instituição surge quando suas análises indicam que o papel da empresa tem um potencial de alta acima de 25%; a recomendação de compra surge quando o papel possui potencial de alta digamos entre 10% e 25%; a de manter quando o potencial de alta é de no máximo 10% e a de vender quando a ação já atingiu o preço justo ou está acima do mesmo.

Portanto, o "segredo" é identificar as empresas que estão com suas ações defasadas o mais cedo possível e comprá-las com o "desconto". Depois é ter a paciência de esperar o mercado reconhecer que os papeis estão baratos e corrigir a defasagem. Uma vez a defasagem corrigida é preciso se ter a disciplina de vender os papéis na hora certa,independentemente dos humores do "mercado".

Atenção: bons gestores também cometem erros. Vez por outra uma empresa recomendada por alguma instituição não corresponde às expectativas, quer por problemas internos quer por dificuldades causadas pela conjuntura econômica ou pelos concorrentes. O importante é se acertar bem mais do que se erra e realizar uma diversificação inteligente dos ativos. Não é prudente colocar todos os recursos em um único ativo, mas também não adianta diversificar em 30 empresas diferentes. Considero um bom número para diversificação algo como 10 empresas de diferentes setores todas com forte recomendação de compra dadas por instituições sérias atuantes no mercado.

Outro ponto é o de que as análises desenvolvidas pelos departamentos de pesquisa seguem a chamada escola fundamentalista, ou seja estudam os fundamentos da empresa. Essas análises não tem nada a ver com as chamadas análises técnicas ou gráficas, que procuram antecipar o comportamento do preço das ações em função do que vem ocorrendo com os preços e volumes de negociação da mesma no mercado.

Como você pode ver o assunto não é simples como pode parecer. Na verdade boa parte das pessoas, por não possuir a menor noção sobre as respostas para a pergunta que você formulou, operam na base das famosas "dicas", dicas que na maioria das vezes produzem prejuízos e não lucros.

Outro caminho que você pode considerar é o de colocar parte de seus recursos em fundos de ações muito bem administrados e colher os frutos do trabalho do departamento de pesquisa do banco via fundo.

Caso você tenha interesse em se aprofundar um pouco mais sobre as rodovias que levam ao sucesso financeiro sugiro ler meu novo livro: "O Milionário que existe em você" - Ed. Record, bem como meu segundo livro: "Cuidando do seu dinheiro"- Ed. Saraiva. No livro "Cuidando do seu dinheiro" você encontrará um capítulo específico sobre fundos de ações, incluindo um ranking de performance dos mesmos. Recomendo ainda a leitura de um livro sobre a filosofia de investimento seguida pelo mega investidor Warren Buffet.

Para finalizar algumas ações que vem sendo recomendadas por analistas (em agosto de 2000) com que tenho contato: Pão de Açúcar, Gerdau, Gerdau Metalúrgica, Perdigão, Sadia, Petrobrás, BR Distribuidora, Telemar, CRT fixa, Cemig, Metropolitana, Itausa, entre outras."

 

Na sua opinião quais seriam as melhores opções de aplicação para um valor de até R$ 70.000 para 30 ou 60 dias com as seguintes opções:1) totalmente sem risco; 2) diversificando para sem risco e com risco moderado. E quais seriam as rentabilidades e as taxas e impostos destas aplicações?

Victor Zaremba: Estamos falando de uma aplicação de curto prazo. Considero aplicações de 30 dias como de curtíssimo prazo.

Com relação a seu item 1) aplicação totalmente sem risco, gostaria de dizer que todas as aplicações financeiras possuem algum tipo de risco. É verdade que em alguns casos ele pode ser bem baixo, mas quando falamos em dinheiro o risco sempre está presente. Dinheiro guardado no cofre do banco pode ser roubado, escondido embaixo do colchão pode queimar, etc...

Considerando os prazos e o patamar de valor envolvido sugeriria:

Aplicação com baixo nível de risco:

30 dias: com R$ 70.000 você será capaz de negociar uma taxa cheia (quase igual a do CDI) para um certificado de depósito bancário (CDB). A expectativa de rendimento estaria na casa de 1,26% ao mês brutos. O imposto de renda seria de 20% sobre o rendimento.

60 dias: minha sugestão seria a mesma que no caso de 30 dias. A expectativa de rendimento seria a mesma, na ordem de 1,26% ao mês, o que significaria um rendimento acumulado bruto em dois meses da ordem de 2,535% para o período. O imposto seria de 20% sobre o rendimento.

Por quê estou sugerindo CDB e não um fundo de renda fixa? Porque com o montante que você dispõe para investir conseguirá melhor resultado negociando a taxa com o gerente do banco para um CDB do que aquele propiciado pela maioria dos fundos de renda fixa. Quanto ao aspecto risco, sugiro que negocie seu CDB com um banco reconhecidamente sólido e de primeira linha.

Aplicação 50% com baixo nível de risco e 50% com moderado nível de risco:

Antes de dar minha sugestão gostaria de dizer que nos prazos de aplicação envolvidos (30 e 60 dias) assumir riscos pode ser uma faca de dois gumes, ou seja no curto prazo as chances de sua aposta dar certo tem quase as mesmas possibilidades de dar errado. Feita esta ressalva que considero importante, segue minha sugestão:

30 dias: o prazo é curto demais para diversificar e assumir riscos. Minha recomendação seria concentrar todos os recursos em um bom CDB e não assumir riscos.

60 dias: voltando a reforçar o aspecto risco x curto prazo, caso você queira arriscar recomendaria:

R$ 20.000 em um CDB por 60 dias. Rendimento esperado na faixa de 1,22% ao mês brutos, que para o período de 60 dias daria um rendimento bruto acumulado da ordem de 2,45%. Imposto de renda de 20% sobre o rendimento.

R$ 50.000 em um fundo de derivativo de perfil de risco moderado, tomo a liberdade de sugerir o IP Gap Hedge, que aceita aplicações a partir de R$ 50.000 e é um fundo bem administrado, para que você estude o histórico de resultados do mesmo.

Se sua aposta der certo, vamos supor que o IP Gap Hedge renda 10% acima da taxa do CDI no período de 60 dias o que significaria um rendimento bruto acumulado em dois meses da ordem de 2,84%. O imposto de renda seria de 20%sobre o valor do rendimento.

Vamos a um sumário dos resultados líquidos previstos, após dedução de imposto de renda:

Valor aplicado R$ 70.000

Aplicação de baixo risco

Aplicação de risco moderado

 

 

30 dias - R$ 70.705,60

30 dias - R$ 70.705,60

60 dias - R$ 71.419,60

60 dias - R$ 71.528,00

Como você pode ver pela tabela acima as alternativas para 30 dias produzem o mesmo resultado uma vez que a minha recomendação foi a de não assumir riscos em prazo tão curto. No caso das alternativas para 60 dias a aplicação de risco moderado produz um resultado um pouco melhor, assumindo que o fundo de derivativos superaria o rendimento do CDI em 10% no prazo de 60 dias. O fundo que recomendei você analisar vem superando o CDI com folga em períodos de 12 meses, mas curto prazo é curto prazo. A título de informação, se o fundo de derivativos superasse o rendimento do CDI em 20% no período de 60 dias o valor final a ser obtido seria de R$ 71.630.

Como você pode notar as diferenças de taxas um pouco maiores não produz um impacto muito grande no curto prazo. A decisão do que fazer é, e sempre será, sua.

Para um prazo tão curto e imaginando que você já tenho comprometimento para os recursos daqui há dois meses prefiro ser prudente e não recomendar investimentos em ações.

 

Vendi uma casa no interior por R$ 90.000. Com a ajuda de custo que a empresa disponibilizou para mim, tenho um total de R$ 107.000. Mudei para Campinas há dois meses. Atualmente pago R$ 700 de aluguel. Compro um apto. de R$ 130.000 e tenho gasto com imobiliária, ITBI, registro de imóveis e outros, ou mantenho o dinheiro aplicado? Deixar dinheiro em banco é confiável? Qual a aplicação de renda fixa mais apreciável? Atualmente tal valor está aplicado em um Fundo DI de um grande banco.

Victor Zaremba: Você dispõe de R$ 107.000. Já é um valor expressivo. Com um montante deste porte você já pode pensar em fundos de investimento mais estruturados e com resultados superiores à média do mercado. A decisão a ser tomada depende muito do seu perfil de risco e de sua capacidade de ver seu patrimônio oscilar no curto prazo enquanto busca resultados de longo prazo.

Primeiro vamos comentar sua posição atual. Pelo que você afirmou seus recursos estão em um Fundo DI de um grande banco. Trata-se de um fundo de renda fixa atrelado ao CDI de um grande banco de varejo e de primeira linha. Um investimento seguro em um banco forte, lastreado por títulos emitidos pelo governo brasileiro. O risco existente seria o de uma moratória ou um default parcial da dívida, hipótese pouco provável, a curto prazo, no atual cenário. Vejamos alguns resultados de fundos DI e de fundos de renda fixa de bancos comerciais ou de investimento de primeira linha e respectivas taxas de administração:

Fundo

Rendimento até 01/09/00

Taxa de administração

 

 

 

BB Fix DI 60

11,12%

1,0%

Santander Maxi DI

11,28%

1,0%.

Pactual Yield DI

11,69%

0,6%

Opportunity DI

11,52%

0,5%

BB Premium

11,66%

1,0%

Liberal Tradicional FIF

12,13%

0,4%

Pactual High Yield

12,08%

1,0%

Caso você desejasse manter seus recursos integralmente em renda fixa, recomendaria estudar a mudança de posição para um fundo mais rentável e com o mesmo perfil de risco. Pelas taxas acumuladas em 8 meses do ano tudo indica que os fundos apresentados na tabela acima superariam a rentabilidade do fundo que você aplicou em 2% a 3% ao ano.

Para quem possui R$ 107 mil a diferença de rendimento representaria de R$ 2.000 a R$ 3.000 a mais de juros brutos ao ano.

Mesmo em um ano R$ 2.000 ou R$ 3.000 já representam uma diferença significativa. Poder reaplicar esta diferença todo ano ao longo de 30 anos a juros 2% ou 3% ao ano representa uma enorme diferença para o seu bolso (R$ 2.000 ao ano a 2% de juros a mais significam R$ 80.000 a mais de patrimônio depois de 30 anos; R$ 3.000 ao ano a 3% significam R$ 140.000 a mais).

Este pequeno exemplo segue o que digo em meu segundo livro, o "Cuidando do seu dinheiro"; que os melhores fundos nem sempre estão no banco da esquina. As vezes uma simples decisão pode representar uma grande diferença a longo prazo para sua saúde financeira.

A decisão da compra ou não de um imóvel, muitas vezes possui outras implicações que fogem simplesmente ao aspecto de uma decisão financeira. Podemos estar querendo um imóvel específico que atenda a nossas necessidades pessoais de sentimento de segurança, no qual possamos fazer obras e mudanças sem nos preocuparmos com o proprietário do imóvel, entre outras razões.

Se estes aspectos não estão em jogo e sua decisão é unicamente financeira vamos lá:

Você paga R$ 700 de aluguel. Teoricamente, considerando uma relação de 0,7% de aluguel sobre o valor do imóvel, estaria residindo em uma casa ou apartamento que vale cerca de R$ 100 mil. Imagino que se decidir não comprar um imóvel continuará residindo onde está por mais algum tempo.

Entendo que estaria comprando um imóvel pronto. Este fato reduz o potencial de futura valorização; você não estaria comprando na planta e ganhando a potencial valorização do "projeto que se tornou realidade".

Na sua pergunta indica o desejo de comprar um imóvel de R$ 130 mil e que possui R$ 107 mil, além disto terá as despesas usuais com escritura, imposto de transmissão, mudança, etc... Vamos estimar estas despesas em R$ 5.000. Assim sendo, precisará de R$ 28.000 de financiamento para fechar o buraco.

O pagamento desses R$ 28.000 irá impossibilitar que realize poupança destinada a investimento por algum tempo. Digamos que você leve de quatro a cinco anos amortizando sua dívida e juros da mesma, considerando que pague de amortização o que paga hoje de aluguel.

Quanto deverá valer seu imóvel daqui há cinco anos? Você pagou por ele R$ 130.000. Vamos assumir que ele valorize 6% reais ao ano. Ao final de 5 anos ele valerá R$ 174.000, dos quais você deve deduzir 5% da comissão do corretor na hora da venda, o valor líquido seria de R$ 165.000. Ele seria, teoricamente, seu único ativo.

Vamos supor que você decida não comprar e que redirecione seus investimentos de modo a ter um resultado melhor que o atualmente obtido com 100% dos recursos em renda fixa. Para isto você terá que ser mais agressivo em termos de disposição para assumir riscos. Sugiro 30% em fundos de renda fixa, 30% em fundos de derivativos com perfil moderado de risco e 40% em bons fundos de ações. Com uma alocação bem feita em fundos de boa qualidade você poderia considerar ganhos reais na faixa de 12% ao ano após imposto de renda para um período de 5 anos. Partindo de R$ 107.000 isto significa dizer que você poderia ter algo como R$ 188.000 ao final de 5 anos.

Outra consideração é a liquidez. Ao ter um imóvel como seu único ativo você poderá enfrentar dificuldades caso tenha uma emergência e não possa dispor de recursos. Poderá ser forçado a tomar um empréstimo temporário para cobrir alguma despesa imprevista, empréstimo pelo qual pagará caro ao banco. Estes custos não estão incluídos nos cálculos acima.

Os números apresentados acima são previsões que, obviamente, podem não se materializar. A decisão de comprar ou não, embora lastreada em exercícios numéricos, não é 100% segura quanto aos resultados que serão obtidos.

Em princípio, diria que se você não sofre da síndrome da segurança da casa própria, se é uma pessoa disciplinada do ponto de vista financeiro e se estiver disposto a ser mais agressivo em seus investimentos deveria considerar a hipótese de continuar aplicando seu dinheiro no mercado financeiro. Lembro, entretanto, que esta é uma decisão muito pessoal e que pessoas no passado se arrependeram de ter vendido um imóvel para aplicar em ações e ver o patrimônio se reduzir por tentarem investir em um mercado que não conhecem. Daí minha recomendação de investir cerca de 40% dos recursos em ações apenas através de bons fundos a menos que você esteja muito bem familiarizado com o mercado.

A decisão do que fazer com seu dinheiro é, e sempre será, apenas sua.